quinta-feira, 28 de julho de 2011

Arcade Fire - Wake Up

Amizades que perduram :)

È muito bom perceber que, existem coisas que não se apagam, facilmente, da nossa vida. Falo daqueles amigos que por muita distância, por mais contactos espôradicos ou frequentes, continuam a ser, amigos de verdade.
Todos sabemos que existem pessoas que passam por nós com data de expiração(chamados por mim de: amigos com data de validade). A vida é feita em parte, pelas pessoas que passam por nós, mas são aquelas que permanecem, que lhe inspiram todo o sentido. Nada melhor do que ter alguém que te saiba dizer na cara, quando és um merdas, que te diga quando és brilhante (com toda a sinceridade)que saiba aquele truquezinho que te acalma, que saiba onde fica o teu verdadeiro ponto de combustão, que te protege, que te é leal, que te ampare as lágrimas, que saiba a palavra de conforto ideal, que reconheça os momentos em que deve estar ao teu lado, que saiba a fórmula secreta daquela gargalhada com sabor a rebuçado de morango, que seja teu amigo, na derradeira ascenção da palavra.
Eu tenho sorte, não tenho amigos perfeitos, claro, mas na sua imperfeição são feitos á minha medida. Cada um com o seu jeito e idiossincrasias peculiares, cada um com o seu lugar, cada um com o seu propósito, cada um com a sua distinção. Num todo, um balsâmo excelente, na minha jornada.
Amigos sem prazo de validade!
Isso, caros companheiros de viagem, é verdadeiramente PRICELESS!
Namaste :)

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Diálogo de Vultos VI

O nome "Diálogo de Vultos" foi retirado de um poema do Fernando Ribeiro, chamado "Frenologia" Leiam que é muito bom. Achei apropriado pois este excerto faz parte de um diálogo entre 2 personagens sem nome, passado ou futuro. Apenas o presente! Neste caso concreto, é mais uma narrativa do dialogo anterior.

Hope you enjoy :)


"Ela caiu para trás, desamparada. Já nem conseguia chorar. Sentia-se pequena, patética e desprezível. Enroscou-se no chão e ali ficou. Parada no tempo, enquanto o ouvia arrumar o resto, das suas coisas. Ele, não olhou para ela, um segundo que fosse. Continuou na sua demanda, como se aquele cenário, não o afectasse. Na realidade, ele próprio, tinha a certeza que aquilo não o afectava. Sentia-se dormente. Morto de sentimentos. Seco de vida. O facto de a ter espezinhado, até mais não, dava-lhe uma sensação de alívio arrepiante. Sabia-a ali ao seu lado, mas tudo lhe parecia distante. Como se não fosse ele, o dono da sua sorte maldita. Como se não fosse ele, o culpado da sua não existência. E assim era, na verdade. Ninguém o podia culpar de sugar a essência de alguém, no qual não reconhecia, essência alguma. Se essa essência não existia, nunca que poderia ser dissolvida. Portanto, não havia problema nenhum em distanciar-se daquele cenário. Ela queria falar. Mas tinha medo. A sua elocução nunca seria mais aguda que, a dele. A sua capacidade de ferir alguém, por meio das palavras, era muito insonsa, em comparação, á dele. Por isso permaneceu calada. Ele agia como se ela não existisse. O melhor a fazer era alinhar no jogo.
Ele voltou-se, finalmente, para ela. Ela parecia serena, quase não respirava. Parecia morta, naquele momento. Apeteceu-lhe toma-la nos seus braços. Aninha-la no seu peito e fazê-la voltar, à vida. Vê-la assim, tão vulnerável, fê-lo querê-la, como nunca. Desprotegida, frágil, desamparada, vulnerável. Tão humana. Era como se, a visse, pela 1ª vez. Era como se só a conhecesse, realmente, naquele preciso momento. Ele sorriu por instantes. Ela nem desconfiava, que naquele momento, ele a amava de verdade! Pouco depois, ouviu os seus passos decididos. Ouvi-os distanciarem-se, cada vez mais, até se silenciarem. Durante alguns minutos, aquela casa, era silêncio. Ele, com a mão trémula, sobre a maçaneta. Ela, concentrada na sua hesitação."

sábado, 9 de outubro de 2010

Bon Jovi - Keep The Faith

Nostalgia saudável

Retornei aos belos e àureos anos 90. Escrevo, neste preciso momento, ao som De: Keep the Faith by Bon Jovi. Lindo!
Sinónimo de felicidade, esses anos. Sinónimo de adolescência. De paixões assolapadas, de regras desvalorizadas, de desejos realizáveis. Enfim. kaya no seu melhor, meus amigos! È tudo o que vos posso dizer. Pensava o contrário na altura mas hoje vejo que não. Kaya no seu melhor...
Até à próxima viagem :)